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sexta-feira, 22 de maio de 2015

As melhorias na gestão e infraestrutura dos aeroportos - Revista Infra



Encantar. Essa tem sido a busca das empresas quando o assunto é relacionamento com o cliente. Para tanto, grandes investimentos, ações mirabolantes e complexas estratégias? As mudanças realizadas em alguns aeroportos brasileiros, que passaram a ser geridos pela iniciativa privada, têm demonstrado que não. Para o público, os detalhes nunca são meros. Encantar os clientes requer, muitas vezes, simplicidade.

Satisfação está ligada à gestão de infraestrutura dos aeroportos (Infraero/Divulgação).
Satisfação está ligada à gestão de infraestrutura dos aeroportos (Infraero/Divulgação).
As obras são grandiosas e sem dúvidas trazem benefícios duradouros. Mas como destaca o diretor de gestão aeroportuária da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Paulo Henrique Possas, os fatores mais correlacionados com a satisfação geral do público são os ligados à gestão de infraestrutura. Desde 2013, a SAC divulga trimestralmente uma pesquisa qualitativa e quantitativa feita com os passageiros dos 15 maiores aeroportos do País. São em média 15 mil questionários que avaliam 48 itens. Segundo Possas, a sensação de proteção; de segurança; de conforto térmico, acústico e na sala de embarque; de limpeza geral e nos sanitários são os itens que mais pesam na avaliação geral. “Esse é o segredo. Ser bem avaliado não requer, necessariamente, grandes investimentos. Se o passageiro percebe que a infraestrutura é bem gerida, ele dá nota boa. Por exemplo, surpreendentemente, tempo de fila e cordialidade dos funcionários são os itens que menos impactam na avaliação geral. Isso quebra um pouco a lógica”.

O diretor dá como exemplo o Viracopos Aeroportos Brasil, em Campinas/SP, que foi arrematado por R$ 3,821 bilhões (com ágio de 159,75%), pelo consórcio Aeroportos Brasil, composto pela Triunfo Participações e Investimentos (45%), pela UTC Participações (45%) e pela francesa Egis Airport Operation (10%). Em setembro de 2012, começou o processo de gestão compartilhada que foi até fevereiro de 2013, quando os novos donos passaram a gerir o aeroporto sozinhos. “Acredito que já fazia parte da estratégia investir fortemente na gestão, porque a obra era muito grande”, observa Possas ao citar a solução encontrada para o transporte público, um ponto crítico. “Eles identificaram que a chegada dos ônibus era muito tumultuada. Então, organizaram-na. Esta mudança, relativamente pequena, já alterou a percepção do público e contribuiu muito para a alta na média da satisfação geral”.

Marcelo Mota, Diretor de Operações do Viracopos explica que eram cerca de dez ônibus parando na frente do terminal. “Tinha o cheiro de óleo diesel, fuligem pretejando a fachada... Então, construímos uma estação rodoviária coberta do outro lado da rua, com dez baias. Lavamos e pintamos a fachada e só isso já limpou a frente do terminal”, lembra ele. Essa foi apenas uma das diversas ações de melhorias de curto prazo feitas estrategicamente para marcar a mudança de gestão.

Em menos de três meses, a questão do comércio irregular também foi resolvida. A solução encontrada foi criar uma área especial para alocar essas pessoas – uma espécie de feirinha, que deu oportunidade para quem já estava na região. “Os vendedores foram cadastrados e transformados em microempreendedores individuais por meio de um programa municipal. Hoje eles trabalham regularmente, com mais higiene e qualificação, sem pagar nada”, orgulha-se Mota.

A falta de disciplinamento no trânsito também gerava a sensação de caos: carros e motos paravam em cima dos gramados. “Abrimos dois bolsões, agregando mais de 750 vagas e começamos o processo de educação”. Houve ainda outras pequenas mudanças: “fomos o primeiro aeroporto do Brasil a prover internet wi-fi gratuita por tempo ilimitado em todas as áreas. Inserimos o serviço de táxi executivo e as ações ainda incluíram paisagismo e iluminação. Entre 30 e 40 dias as pessoas já perceberam que o aeroporto estava sob novas mãos”, destaca.

Paulo Henrique Possas, diretor de gestão aeroportuária da SAC, e, Luiz Eduardo Ritzmann, diretor de TI do GRUAirport
Após o consórcio Aeroportos do Futuro, liderado pela Odebrecht em parceria com a Changi Airport Singapore, ganhar o direito de administrar o Rio-Galeão Aeroporto Internacional Tom Jobim, por meio de leilão, pelo valor de R$ 19 bilhões (com ágio de 294%), o Presidente da Odebrecht Transport Aeroportos, Paulo Cesena, afirmou que o compromisso do consórcio é de transformar e manter o aeroporto como uma agradável experiência para o passageiro. “Vamos tratar o aeroporto do Galeão como se fosse a nossa casa. Prover o conforto, a segurança, a comodidade e principalmente o encanto”, disse ele em entrevista dada na ocasião. Nas palavras de Thiago Nehrer, Relações Públicas do RIOGaleão – nova marca adotada pelo consórcio –, a princípio este encantamento se traduz em fazer o básico.

A Changi opera vários aeroportos, entre eles, o de Singapura que é anualmente reconhecido como o melhor aeroporto do mundo. E eles têm equipes dedicadas em diversas áreas no RIOGaleão, como operação, engenharia, comunicação e atendimento. “Estamos começando agora, portanto, precisamos primeiro atender as coisas básicas. Oferecer banheiros confortáveis, limpos e um ambiente agradável. Não é da noite para o dia que Singapura chegou ao primeiro lugar e estamos iniciando”, destaca Nehrer, dando como exemplo o ar condicionado. “Acabou de chegar o novo equipamento, que demandou R$ 2 milhões de investimento, pois esse era um ponto crítico”.

Possas, da SAC, ilustra a importância da simplicidade das ações com o projeto de eficiência realizado pela Infraero Aeroportos antes da concessão do GRUAirport Aeroporto Internacional de São Paulo, que depois foi replicado para os outros 14 aeroportos administrados pela Infraero na época. “Uma consultoria avaliou todo o processo de embarque e desembarque e conseguimos ganhos de 30% a 40% de eficiência, às vezes com mudanças apenas de espaços, como o reposicionamento de uma tela de informações de vôos, que ficava no meio da passagem de acesso para o check-in”.

Investimentos e tecnologia, completando o tripé para o crescimento Para Possas, ainda há muito espaço para crescer. Por isso, além da gestão, ele acredita que os investimentos, juntamente com tecnologia e informação, fazem parte dos pilares que devem sustentar e incentivar o aumento de passageiros. Talvez isso sirva para explicar o primeiro lugar conquistado por Viracopos, pela segunda vez, na pesquisa realizada pela SAC. Por meio da gestão, foram colocadas em prática ações rápidas e visíveis, mas os novos donos não mediram esforços para investir, indo além das obrigações previstas no contrato de concessão.



O trabalho foi divulgado por uma ampla campanha de marketing iniciada já no período de transição, tendo como o dia 12 de novembro – quando foi iniciada a gestão da concessionária assistida pela Infraero – o marco da transição. O plano de comunicação incluía ações voltadas a diferenciar o aeroporto frente ao passageiro. Duas corujas que vivem por lá viraram bichos de pelúcia. Em dias em que o aeroporto enchia mais, elas eram distribuídas para as famílias. Café e água eram servidos gratuitamente nas filas e sempre que há um grande feriado, há ações especiais. “Na páscoa, contratamos atores fantasiados de coelhos e distribuímos ovinhos de chocolate”, conta Mota.

Foram quase R$ 100 milhões só em obras de curto prazo. Valor este não incluso nos R$ 9,5 bilhões previstos para serem investidos em cinco ciclos ao longo dos 30 anos de concessão. O primeiro ciclo de investimento foi definido em contrato: o novo terminal para até 14 milhões de passageiros por ano, edifício-garagem, vias de acesso e uma série de correções de não conformidade nas pistas, em 22 meses (o que seria antes da Copa, até maio de 2014). “Só não conseguimos entregar o novo terminal por completo, mesmo assim o abrimos com 90% das obras concluídas e foi um sucesso. 

Nosso desempenho operacional foi superior aos padrões estabelecidos. Em alguns casos, quanto ao tempo de fila, superamos em até quatro vezes o mínimo requerido pela SAC”, orgulha-se o Executivo de Viracopos. Os 114 mil m2 de área previstos para o novo terminal foram ampliados para 178 mil m2, tendo sua capacidade de 14 milhões de passageiros por ano, prevista em contrato, aumentada para 25 milhões de passageiros/ano. O investimento do primeiro ciclo que era de R$ 2.065 bilhões foi ampliado para R$ 2.850 bilhões. “Ao longo do projeto verificamos a necessidade de adequações para evitar novas intervenções que se fariam necessárias antes do segundo ciclo de investimento. Esse foi um dos itens pelos quais não concluímos as obras a tempo. Sabíamos que tínhamos de atender a demanda da Copa e garantimos essa infraestrutura, mas fizemos o correto. Como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mesmo já afirmou publicamente, estamos construindo para o futuro, como deve ser”.

Tecnologia

O terceiro pilar citado por Possas é a tecnologia. “Precisamos de processos mais rápidos e menos check-ins invasivos para que o cliente entre e saia mais rapidamente do aeroporto. E se ele tiver de ficar, que haja uma boa gestão para prover banheiros limpos, um bom atendimento, que o aeroporto seja um lugar em que ele se sinta bem. É a tecnologia que vai guiar nossa experiência com o passageiro”. Esse tem sido um dos pilares também das transformações realizadas no Aeroporto de Guarulhos, que foi arrematado por R$ 16.213 bilhões (com ágio de 373,51%) pelo consórcio Invepar, composto pelas empresas Investimentos e Participações em Infraestrutura S.A. (Invepar) e Airports Company South Africa (ACSA), da África do Sul.

A primeira iniciativa tomada para o GRUAirport, como passou a ser chamado, foi a construção do Data Center de 500 m2 de área instalado em uma sala-cofre. “Essa tecnologia está entre as mais modernas e seguras do mundo, bastante utilizada pelo sistema financeiro e em outros aeroportos internacionais”, destaca o Diretor de TI do GRUAirport, Luiz Eduardo Ritzmann. A inauguração do Terminal 3, em maio de 2014, trouxe também uma novidade no País: os e-gates. São 16 portões eletrônicos de controle automatizado de passaporte brasileiro, que reduz o processo de inspeção de passaporte realizado pela Polícia Federal de três minutos, em média, para apenas 30 segundos. A estimativa da concessionária é que o fluxo de passageiros no controle de acesso seja de 15% a 20% mais rápido.

Com a conclusão do projeto, o GRUAirport passa a ser o primeiro aeroporto da América do Sul a instalar os portões de controle de acesso, também conhecidos por Bar Coded Boarding Pass (BCBP). Outra grande mudança na área de TI foi a aquisição do Sistema de Gerenciamento do Aeroporto. Entre outras vantagens, a tecnologia permite alocar com mais agilidade os recursos utilizados para o embarque e o desembarque de passageiros. Antes mesmo de um vôo chegar, a área operacional recebe todas as informações sobre aquela operação, como tipo de aeronave, número de passageiros, total de bagagens e de carga, equipamentos para mobilidade de passageiros com necessidades especiais, entre outros dados. Assim, é possível alocar, com bastante antecedência, recursos como pontes de embarque, escadas, tratores, esteira de bagagens, ônibus, entre outros equipamentos, caso a aeronave pare em posição remota.

As obras também são grandiosas, com destaque para o novo terminal, cuja área é de 192 mil m2 – maior que as dos Terminais 1, 2 e 4 somadas. Com capacidade inicial para 12 milhões de passageiros, possui pátio de aeronaves com 34 posições, sendo que 20 têm pontes de embarque. Ainda assim, na pesquisa realizada pela SAC no último trimestre de 2014 o aeroporto teve a segunda pior nota no ranking. Já na última edição (primeiro trimestre de 2015) subiu para 9ª posição. Possas adianta, no entanto, que a nova edição deve mostrar uma evolução de todos os aeroportos concedidos. “Grande parte do investimento de Guarulhos teve foco na área dos vôos internacionais, que representa apenas cerca de 20% do público geral, talvez isso explique o desempenho”.

Nehrer, do RIOGaleão, pondera o ranking feito pela pesquisa, uma vez que, segundo ele, ela não considera o perfil do aeroporto, se ele é de hub, de origem, de destino, se tem mais ou menos conexões, e isso impacta nos indicadores. “Não dá para comparar o aeroporto de Recife com o do Rio, pois eles que têm perfis diferentes. A pesquisa nos traz muitos subsídios para trabalharmos, mas devemos ter cuidado quando colocamos esses dados em forma de ranking”.

Na briga pelo posto de porta de entrada do País com Guarulhos está o RIOGaleão, que conquistou autorização para receber vôos código F, que inclui aeronaves de maior porte, de dois andares e envergaduras de asas maior, como o Airbus A380. “A Lufthansa já trouxe o Boeing 747 para cá e está operando conosco diariamente com o vôo para Frankfurt e agora estamos na expectativa do A380, que seria como o nosso Concorde, que há 40 anos pousou no Galeão. Fomos o primeiro aeroporto brasileiro a recebê-lo e estamos na expectativa de que o A380 possa resgatar essa história, afinal, o nosso objetivo é voltar a ser orgulho para os cariocas e a porta de entrada para o Brasil.


O RIOGaleão faz parte da nova leva de concessões, que incluiu o Aeroporto Confins – BH. A gestão total dos novos donos começou em fevereiro deste ano, mas em agosto passado, ainda sob a gestão assistida, o plano de melhorias já entrou em ação por duas frentes: infraestrutura e a experiência do usuário. Nehrer dá como exemplo os novos balcões de atendimento, o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) 24 horas bilíngue, e a consulta e acompanhamento de vôos por WhatsApp, solução pioneira no País. “O fraldário também foi muito elogiado e é uma solução simples: fizemos uma parceria com a Granado, que ambientou os quatro fraldários com produtos gratuitos. São alguns exemplos que a gente já implantou com uma visão de prover uma melhor experiência ao passageiro, principalmente nesse período de obras”.

O programa de investimento de melhoria de infraestrutura contempla um novo píer com mais de 100 mil m2, que vai ser anexo ao Terminal 2 e já está bem adiantado. Ele vem junto com o edifício-garagem: quatro novos andares serão somados aos dois existentes, acrescentando 2.700 vagas. A conclusão está prevista para o final deste ano, com inauguração em janeiro de 2016. “É uma garagem moderna, com oito elevadores, com localizadores de vagas e com construção sustentável, pois utilizamos uma tecnologia inovadora: o BubbleDeck. São esferas de plástico reciclado que substitui parte do concreto utilizado entre as lajes. Conseguimos reduzir em 25% a utilização de concreto, além da agilidade.” Já foram R$ 2 milhões de investimento. Ao longo dos 25 anos de concessão, serão aplicados R$ 5 bilhões, dos quais R$ 2 estão concentrados até abril de 2016, incluindo o novo píer que duplica o número de pontes de embarque (mais 26). “Não estamos chamando-o de Terminal 3 apenas por uma questão de definição técnica”, explica Nehrer. Retrofit no Terminal 2, com ampliação dos pontos de check-ins, postos de migração e de raio-x também fazem parte das melhorias previstas para esse primeiro ciclo de investimento.


Fonte: Paula Caires - Revista Infraero - 06/05/2015 - www.revistainfra.com.br

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Reforma que está sendo discutida não é a que o povo quer, diz Padilha

Reforma que está sendo discutida não é a que o povo quer, diz Padilha
Depois de se reunir com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e outros peemedebistas, como o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, e o líder da sigla na Câmara, Eduardo Cunha, no encontro semanal para projetar a semana, o deputado federal gaúcho Eliseu Padilha falou ao Jornal do Comércio sobre o momento que o Congresso Nacional está vivendo. 

Se por um lado há a minirreforma votada no Senado, de autoria de um peemedebista, Romero Jucá, também há, nesse contexto, a expectativa pela sessão do Supremo Tribunal Federal que pode garantir hoje um novo julgamento aos réus do mensalão. “Não gostaria de estar na pele do ministro Celso de Mello”, ironizou Padilha, que também falou sobre a insegurança do Brasil para os investidores e a espionagem norte-americana contra a presidente Dilma Rousseff (PT). 

Jornal do Comércio - O Senado aprovou uma minirreforma que está sendo criticada por muitos, chamada de remendo e defendida por outros. Como vê a proposta que vai para a Câmara agora?

Eliseu Padilha - A reforma que a população queria que acontecesse seguramente não é a que está sendo discutida no Parlamento. Há tanto na Câmara quanto no Senado algumas propostas que visam à facilitação das eleições. E essa facilitação não pode ficar só no que diz respeito de facilitar a eleição dos eleitos, mas a facilitação do comprometimento do eleito com o eleitor. Temos que ter regras que viabilizem uma prestação de contas, que haja uma transparência da ação do candidato, e depois do eleito, em relação ao eleitor. A questão da fidelidade partidária é uma questão que indiscutivelmente tem que ser resolvida, e a das coligações nas eleições proporcionais também. O financiamento não pode ser público, porque já existe o horário de rádio e TV, que é financiamento público. Temos a eleição propriamente dita, que é custeada pelo cofre público, e, se colocarmos ainda o valor das campanhas, não vamos ter a ilusão que vá terminar com o financiamento privado. O que vai acontecer é que vai ser ilegal. Então eu penso que tem que aprimorar esse modelo. Agora, se trabalharmos só em cima de financiamento público, vamos trabalhar em cima de uma permanente ilusão. 

JC – Acha que a Câmara vai mudar alguma coisa do que foi feito no Senado?

Padilha - Acho que sim. Tem um exemplo, um tópico que eu tenho informação de que estaria sendo aprovado nessa reforma que é de que haverá restrição às ações das fundações. Eu sou presidente de fundação Ulysses Guimarães, logo eu não posso concordar, mas teria que dar uma olhada melhor.

JC - Amanhã (hoje) o País estará olhando para o Supremo Tribunal Federal, na responsabilidade do ministro Mello. Como avalia o momento? 

Padilha - Não gostaria de estar na pele do ministro Celso de Mello. Ele é indiscutivelmente um dos homens mais brilhantes, mais eruditos que passaram em toda a história pelo STF. É uma pessoa que merece um pedestal, sob o ponto de vista do louvor profissional. Porém, como jurista que é, tem a leitura pragmática da disposição da lei, dos direitos e garantias individuais. E nessa contraposição entre a possível aspiração da sociedade e essa garantia de direitos individuais, de que ele é um zelador dos mais eficazes, é que pode, não estou dizendo que vá acontecer, mas que pode derivar um desencontro de opiniões entre a do grande jurista e a da vontade da sociedade. Conhecemos as posições que ele já tomou, dando guarida a esse recurso que ele tem que julgar, tem que se manifestar. Ele teria que fazer uma conversão na sua posição. Também não pode ser esquecido que, durante o julgamento, ele foi um dos mais fortes, se não o mais forte acusador. Na justificação dos seus votos, fez acusações muito sérias. Então, há um conflito entre as posições em seu voto e essa possível posição que ele vá adotar agora, que seria coerente com a sua história de jurista, mas que não estaria falando o que a rua gostaria de ouvir. Conheço o ministro e, seja qual for a sua posição, tenho a certeza absoluta de que ele tomará em nome da preservação da Justiça. 

JC – Com relação à espionagem dos EUA e ao cancelamento da visita de Estado de Dilma ao presidente norte-americano Barack Obama, como avalia esse contexto?

Padilha - Ela deveria reagir como reagiu. A soberania nacional tem que ser preservada sob todos os aspectos. Mas o presidente dos EUA reagiu corretamente ao dar satisfação, mostrando que não nega, e não pode ser negado, que essas empresas, que são, na sua maioria, norte-americanas ou controladas por norte-americanos, espionam o mundo inteiro. Não é só o Brasil, não. Espionam a China, a Índia, todos os países do mundo onde é permitida a sua operação. Pelo fato de elas terem a sede nos EUA, elas detêm esses segredos. Se são utilizados contra os interesses dos países, essa já é outra questão. Aqui na América Latina, seguramente eles devem manter em permanente observação a Venezuela, Cuba, Bolívia, em determinados aspectos a Argentina. Então, a iniciativa da presidente Dilma foi positiva. De outra parte, a do presidente dos EUA também, que deu uma satisfação pessoal de ligar. Penso que com essas atitudes, o assunto da relação entre os países se resolve. 

JC – O senhor foi ministro dos Transportes no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Agora, o governo tentou fazer um leilão agora nas rodovias e não foi muito bem.

Padilha - Veja, louvo a iniciativa da presidente em buscar parceria com o setor privado para infraestrutura. Não temos capacidade de investimento, e esta é a prática no mundo, então não podemos inventar. A prática no mundo é a parceria com o setor privado. Só que há um aspecto que não corresponde à prática no mundo: a estabilidade regulatória. É a garantia institucional de que os contratos firmados vão ser cumpridos na plenitude, de que as taxas de retorno do capital pactuadas vão ser observadas. Não se pode, no curso do contrato, mudar taxa, mudar exigência, aí desestimula o investidor. Então, tenho dito isso no âmbito interno do partido, temos que cuidar é da estabilidade da regulação e da garantia institucional com os processos de parceria com o setor privado. Se as agências reguladoras não tiverem poder para dar essa garantia, vamos ter problemas sempre na busca de parcerias.

JC – Que assuntos o senhor tratou no jantar desta semana com lideranças do PMDB?

Padilha – Todas as segundas-feiras, analisamos a semana. Nesta, foram os vetos. O governo obviamente faz tudo para manter os seus vetos. Na câmara, é legítimo que se tenha discordâncias. Mas os partidos da base, em princípio, têm compromisso com o governo. A reforma política foi outro tema. 

Fonte:  Edgar Lisboa, de Brasília - Jornal do Comércio

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Padilha: protestos apontaram descrédito com a capacidade de gestão dos governos

Padilha: protestos apontaram descrédito com a capacidade de gestão dos governos
Tema foi abordado em palestra do deputado e presidente da FUG, Eliseu Padilha
Presidente nacional da Fundação Ulysses Guimarães (FUG), o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB) apontou a descrença da sociedade em relação à capacidade de gestão dos governos como principal motivação dos protestos que sacudiram o país em junho, o que na visão dele explica a queda de popularidade dos que estão no poder sofreram nos meses seguintes. 

"As manifestações vieram para ficar e representarão um novo estágio da cidadania", afirmou Padilha na palestra de abertura do Congresso Estadual do PMDB, na manhã deste sábado, que superlota o Teatro dante Baroni da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. Ao abordar o tema "Para onde a cidadania quer levar o Brasil", Padilha foi enfático em indicar os desafios dos partidos: "as pesquisas nos demonstraram que para 89,2% dos entrevistados a política nçao lhes dizia respeito. O desafio é interpretar esta mensagem para que que as siglas e as lideranças políticas reconquistem legitimidade", observou. 

As mesmas consultas coordenadas pela Fundação Ulysses Guimarães renovaram a necessidade de melhor serviços de saúde como a grande prioridade dos brasileiros, seguidos da segurança e educação. Padilha insistiu para que o PMDB se atenha nas ações estratégicas junto aos mais de 40 milhões de jovens: "são os novos formadores de opinião junto às famílias e que lideraram um movimento político que não tinha como objetivo alcançar o poder. 

É um movimento pela eficiência dos serviços públicos", interpretou o presidente nacional da FUG O futuro do PMDB na sucessão presidencial Definindo o PMDB gaúcho como "um time pronto para ganhar", Padilha destacou o quanto o partido avançou nos últimos anos na formação de lideranças locais. "poucas vezes vi o nosso MDB com tamanha expressão e em condições de construir um caminho para reconquistar o Palácio Piratini", animou-se. 

Já em relação às eleições presidenciais, Padilha assumiu um tom enigmático. "Não tenho dúvida que estaremos formalmente coligados com o PT através do vice-presidente Michel Temer. Mas só deus sabe o que vai acontecer de fato no anoque vem", destacou o deputado.


Fonte: PMDB-RS

quarta-feira, 27 de março de 2013

Brasil: para onde caminhamos?

Brasil: para onde caminhamos? Está na hora de pensar o que queremos para o futuro. Este é o debate proposto na 12ª edição da revista ULYSSES.

Presidente Fundação Ulysses Eliseu Padilha
A Revista Ulysses tem procurado construir, de forma permanente, o debate de temas que digam respeito à cidadania brasileira. A posição em que nos encontramos e para onde nos dirigimos como nação, sob os pontos de vista político, social e econômico, são questões importantes a serem respondidas. 

Com a absoluta globalização da informação e, principalmente, da economia, não há mais limites aos quais tenhamos de nos atar, nem mesmo ao territorial, que corporifica institucionalmente o Estado. Temos é que, de fato, estar preparados para competir em todos os quadrantes do mundo globalizado. 

Não há mais espaço ou tempo para ações improvisadas, tópicas ou temporárias por parte dos atores deste novo cenário, tanto no que cumpre aos interesses e projetos privados, quanto no que compete às ações da gestão pública. É por isso que todas as iniciativas e projetos terão de ser, interna e externamente, competitivos.

Nesta edição da Revista Ulysses, sob a desafiadora interrogação “PARA ONDE CAMINHAMOS?”, procuramos provocar o contraditório e centrar o debate no atual cenário socioeconômico nacional, levando em conta os competidores da América do Sul, da América Latina, dos chamados BRICs e de todo o globo. 

A globalização da economia, desde sua eclosão, tem resultado numa globalização de crises, especialmente as denominadas “Crises Econômicas”. Em tempos variados, diferentes incertezas e conflitos abalaram economias em todos os continentes, embora sejam neste momento, a crise da União Europeia e a dos Estados Unidos da América a ocupar os maiores espaços midiáticos globalizados. Inclusive agora, hoje, uma grande crise econômica atinge algum, ou até alguns estados nacionais. 

Nenhum caos econômico é produzido da noite para o dia. Seus componentes são construídos em um dado período de tempo, e os sinais de sua presença são palpáveis ao observador mais atento. Contudo, sendo adotadas as necessárias medidas, o período de construção do caos pode ser interrompido. Este é um dos exercícios diários e permanentes realizados por aqueles que assumiram a responsabilidade de ditar os rumos socioeconômicos no campo privado e no setor público. Sempre que existir uma crise, na mesma proporção, juntamente com ela, haverá uma oportunidade. 

Em tempos de Civilização do Conhecimento, como este em que estamos vivendo, nossa capacidade para aproveitar a oportunidade estará diretamente relacionada ao nível de conhecimento médio de nossa população, responsável direta pela qualidade e pela competitividade do que produzimos. Por isso, um Plano Nacional de Desenvolvimento, calcado, principalmente, em um Plano Nacional de Educação – de Produção do Conhecimento – e em um Plano Nacional de Infraestrutura, mais do que antes, passa a ser ferramenta indispensável para a inserção competitiva da produção nacional no cenário interno e externo. 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem mostrado aos brasileiros que nossa indústria, por vários fatores, mas especialmente pela pouca qualificação de nossa mão de obra, não tem conseguido crescer. 

A FIESP sustenta direta e objetivamente que, pelos mesmos motivos, estamos vivendo um processo de desindustrialização. As avaliações de nosso crescimento ante o cenário internacional – América do Sul, América Latina, BRICs, etc. – tem comprovado que não estamos conseguindo nos inserir entre os mais destacados países, nem entre os médios. O sinal de alerta está soando há vários anos e seu sonido é cada vez mais forte. No que diz respeito ao IDH e ao nível educacional – de formação – de nossa população estamos situados, invariavelmente, em inexpressível posição. 

O nível médio de conhecimento do cidadão brasileiro é muito deficitário ante as exigências da produção industrial no mercado globalizado. Como consequência, a cada ano, nosso mercado para a produção industrial perde expressão e peso. Atualmente, nossa maior sustentação econômica está amparada na competitiva produção e na oferta de “commodities”. Estas, no entanto, têm espaço ou tempo de produção limitados. A cada dia, nossa dependência de mercados para a comercialização de nossas produções extrativista, agrícola e pecuária é maior e se sobrepõe à dependência da produção industrial. 

Nação que almeje, de forma consequente e viável, situar-se entre as mais desenvolvidas do mundo, como de forma permanente temos buscado, não pode deixar de priorizar o planejamento e a adoção das medidas que o viabilizem. A Fundação Ulysses Guimarães entende que é missão sua na defesa da cidadania brasileira, perguntar e também solicitar a cada um e a todos os brasileiros que repitam a pergunta proposta pela Revista Ulysses – “Brasil! Para onde caminhamos?” –, participando da construção da resposta a esta grande questão. Nós e as gerações de brasileiros que nos sucederão dependemos e dependerão de como vamos corresponder à esta expectativa nacional.

Presidente

12ª edição da revista ULYSSES

Veja em outros formatos:

             



Devido à sua atualidade, a Revista Ulysses foi recentemente inserida no acervo da Biblioteca Nacional, sob o ISSN 2179-4723. Seu conteúdo valoriza a produção científica e acadêmica e foca em temas de alta indagação político-social.

A cada edição, um novo tema é colocado em pauta para que seus pontos e contrapontos sejam analisados por meio de artigos, entrevistas e informações técnicas. O leitor, ao sentir necessidade de se aprofundar em diferentes conteúdos, pode recorrer a outras edições da revista para complementar seu conhecimento.

Cadastre-se para receber a sua pelo e-mail ead@fundacaoulysses.org.br

Revista Ulysses - Publicada trimestralmente, é distribuída de forma gratuita à militância peemedebista e à sociedade pela Fundação Ulysses Guimarães.



sábado, 2 de março de 2013

PMDB elege nova Executiva Nacional para o biênio 2013-2015

Presidente Dilma Rousseff prestigiou Convenção do PMDB
Brasília (DF) – A Convenção Nacional do PMDB foi encerrada neste sábado, em Brasília, com a escolha da nova direção nacional do Partido. Convencionais de todo o país aprovaram a recondução de Michel Temer na presidência do PMDB, para o biênio 2013-2015.

Confira aqui a composição da executiva nacional:

Presidente: MICHEL TEMER (SP)

1º Vice-Presidente: VALDIR RAUPP (RO)

2º Vice-Presidente: ÍRIS ARAÚJO (GO)

3º Vice-Presidente: ROMERO JUCÁ (RR)

Secretário-Geral: MAURO LOPES (MG)

1º Secretário: GEDDEL VIEIRA LIMA (BA)

2º Secretário: LEONARDO PICCIANI (RJ)

Tesoureiro: EUNÍCIO OLIVEIRA (CE)

Tesoureiro Adjunto: RODRIGO ROCHA LOURES (PR)

Vogais

MOREIRA FRANCO (RJ)

DARCÍSIO PERONDI (RS)

JADER BARBALHO (PA)

HENRIQUE EDUARDO ALVES (RN)

JOÃO ALBERTO (MA)

LELO COIMBRA (ES)

EDUARDO BRAGA (AM)

MAURO MARIANI (SC)

Suplentes

1 – WALDEMIR MOKA

2 – TADEU FILIPPELLI (DF)

3 – MARCELO CASTRO (PI)

4- ROSE DE FREITAS (ES)

5 – JOÃO HENRIQUE (PI)

6 – CARLOS BEZERRA (MT)

7 – WELLINGTON SALGADO (MG)

8- OSWALDO REIS (TO)

9- RENAN FILHO (AL)

10- WILSON SANTIAGO (PB)

 11 – FLAVIANO MELO (AC)

12- RAUL HENRY (PE)

13- FABIO REIS (SE)

14- FÁTIMA PELAES (AP)
 
CONSELHO FISCAL

Titulares


1- LUCIANO BORGES (AL)

2- ALEXSANDRA SOUSA MAGALHÃES (CE)

3- VALTER LIMA FROTA CAVALCANTE (CE)

4- ANIBAL GOMES (CE)

5- DANILO FORTES (CE)

Suplentes

1- EDINHO BEZ (SC)

2- ESACHEU CIPRIANO NASCIMENTO (MS)

3- JOÃO ALBERTO MACHADO (RS)

4- MARCIO ANTONIO DA SILVA (DF)

5- ANTONIO F. DOS SANTOS NETO (SP)


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Educação é tema de entrevista na TV Câmara

Deputado Eliseu Padilha TV Câmara
Na próxima terça-feira (4), às 7h45, irá ao ar pela TV Câmara, o Programa Palavra Aberta, com a presença do deputado Eliseu Padilha. Na pauta, o parlamentar fala sobre “Educação”. 

Defensor das políticas públicas educacionais, Padilha disse que “o Brasil está precisando de uma reavaliação do conhecimento. E, a educação é a matriz desse conhecimento”. 

Além disso, destacou que para o Brasil entrar na era da competitividade, precisa resolver, primeiramente, o problema da educação. 

“Hoje, nós estamos com problemas no setor de manufaturados pela escassez de quadros profissionais. E, essa escassez deve-se a falta de uma política educacional”. 

O Programa Palavra Aberta será reprisado na terça-feira, nos seguintes horários: 12h30 e 21h. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Eliseu Padilha lamenta que Brasil ocupe o penúltimo lugar em ranking global de qualidade educacional

Eliseu Padilha lamenta que Brasil ocupe o penúltimo lugar
em ranking global de qualidade educacional
Em discurso nesta tarde (29), no Plenário da Câmara, o deputado Eliseu Padilha destacou a penúltima posição do Brasil no ranking comparativo de desempenho educacional feito com dados de 40 países. 

O levantamento foi feito pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), Pearson Internacional, faz parte do projeto The Learning Curve (Curva do Aprendizado, em inglês) e mede os resultados de três testes internacionais aplicados em alunos do 5.º e do 9.º ano do ensino fundamental. “Quero lembrar que fui durante anos, o ministro da infraestrutura do País. Cuidava do nosso sistema de transportes. 

Hoje, estou me dedicando a cuidar da infraestrutura humana. Porque quanto maior a qualificação das pessoas, maior será o nível de satisfação delas em relação a muitos setores. E, essa qualificação é a educação”, afirmou. 

Eliseu Padilha lamentou o Brasil ocupar a 39ª posição na lista e ressaltou que os países que estão ocupando as primeiras posições (Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong), além dos investimentos, valorizam os professores, a escola e a educação. 

“Nestes países, o professor está entre os profissionais com melhor remuneração. Ele é bem avaliado e a educação é prioridade, não só para os governantes, mas para a sociedade”, disse. 

Ao concluir, Eliseu Padilha afirmou que o compromisso com a educação deve ser de todos, da sociedade e não só dos governantes. “Essa banalização da vida humana, hoje, é fruto da falta de educação. Devemos nos conscientizar de que priorizando o conhecimento e a educação mudaremos o quadro que aí está”, finalizou. 

Abaixo a matéria do jornal O Estado de São Paulo citada pelo deputado Eliseu Padilha: Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação Estudo internacional comparou desempenho de 40 países. 

27 de novembro de 2012 - O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores. A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países. 

Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong. Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição. 

Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados. Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação. 

Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados. Dez anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber. 

"A Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo dos rankings é visível para todos". 

No ranking da EIU-Person, por exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Austrália e Polônia. Cultura e impactos econômicos Tidas como "super potências" da educação, a Finlândia e a Coreia do Sul dominam o ranking, e na sequência figura uma lista de destaques asiáticos, como Hong Kong, Japão e Cingapura. Alemanha, Estados Unidso e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos. 

O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual. Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a Pearson chama de "Curva do Aprendizado". 

Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo. 

Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking. Nesses países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas. Comparando a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças entre os dois países, mas um "valor moral" concedido à educação muito parecido. 

O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários. Há ainda menções às consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em habilidades profissionais. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Thatiana Souza Marcial

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Em discurso, Eliseu Padilha afirma que educação deve ser a maior prioridade da nação

Eliseu Padilha afirma que educação deve ser a maior prioridade
O deputado Eliseu Padilha, presidente nacional da Fundação Ulysses Guimarães, defendeu, hoje (25), em Plenário que a educação, a produção do conhecimento, deveria ser “a prioridade entre todas as prioridades políticas”. Em suas colocações, ele afirmou que “o conhecimento sempre foi, desde os primórdios da vida em sociedade, especialmente da Civilização Ocidental, fator decisivo para o desenvolvimento humano”.
   
Em especial sobre o Brasil, Padilha observou que a situação da educação é delicadíssima. E que, quanto a avaliação dos sistemas de educação, entre todas as nações, o país tem amargado as piores posições. “Assim tem sido no âmbito do BRIC, da América do Sul, da América e de Organismos Internacionais”. E, em sua opinião, o tema educação deve ser elevado ao mais alto nível de interesse do cidadão, da nação e do Estado.
   
Além disso, ele destacou que a Constituição instituiu a participação direta do cidadão brasileiro na definição e na gestão da Política Nacional para Educação. Todavia, esse formalismo constitucional tem sido observado apenas para os repasses financeiros, fundo a fundo entre os entes federados. “A existência do Conselho é condição para viabilizar a transferência dos recursos, mas a condução da Política Educacional pelo cidadão ainda é apenas uma esperança”, observou.
   
Eliseu Padilha chamou a atenção também para o fato de que “o Brasil, na Civilização do Conhecimento, está tendo muita dificuldade para inserir-se no mercado globalizado dado que o nível educacional médio de sua população é, relativamente, baixo”.
   
“Não podemos mais perder tempo e oportunidades. Não podemos continuar fazendo mais do mesmo. A educação brasileira necessita de uma verdadeira Revolução”, afirmou Eliseu Padilha.




Discurso em áudio:

    

Leia abaixo a íntegra do discurso: 

 

 Veja em outros formatos:

                


 
  

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Eliseu Padilha comemora aprovação de 10% do PIB para educação

PMDB
Deputado Federal Eliseu Padilha
Defensor da melhoria do ensino no Brasil e da remuneração salarial dos professores, o deputado Eliseu Padilha ajudou a aprovar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) da Câmara, a redação final do novo Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), que garante 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para serem aplicados na educação pública brasileira. 

Finalizado o processo regimental na Câmara, o novo PNE segue para análise do Senado Federal. O patamar de 10% será atingido gradativamente. Até o quinto ano de vigência desta nova lei, os investimentos na educação pública deverão alcançar 7% do PIB e, até o décimo ano chegará ao nível de 10% do PIB, que é o ditame da nova lei. 

 “Estou feliz, porque, com tais investimentos, os brasileiros poderão dar passos largos na estrada que os conduzirá ao nível em que se encontram os demais países do BRICs”, afirmou Eliseu Padilha.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Eliseu Padilha no jantar dos 46 anos do PMDB

Michel Temer e Eliseu Padilha PMDB
Michel Temer e Eliseu Padilha PMDB 46 anos
O deputado Eliseu Padilha, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, participou nesta terça-feira (10) do jantar e m comemoração aos 46 anos do PMDB. O encontro aconteceu no Hotel San Marco, em Brasília, e contou com a presença dos líderes, militantes e simpatizantes.

“O PMDB tem uma história que não tem similar nesse país ou em outros. Com esta festa de 46 anos queremos renovar nossa fé e nossa confiança nos compromissos da legenda para com todos os brasileiros”, afirmou Eliseu Padilha.

Para Padilha, a nação brasileira pode orgulhar-se do PMDB ter lhe garantido a redemocratização, a criação de uma Constituição Federativa e uma projeção para o amanhã, bem como a estabilidade política. “Temos a certeza de que as próximas décadas do processo político brasileiro continuarão sendo influenciadas pelo maior partido do Brasil”, avaliou.


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