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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Julgamento da Operação Cartola passa para Justiça Federal


Defesa alega que recursos investigados pela Polícia Civil eram oriundos da União

A defesa foi feita pelo advogado e deputado federal Eliseu Padilha.
O julgamento da Operação Cartola, que indiciou 30 pessoas por suposto superfaturamento de contratos de publicidade em prefeituras municipais, deixará a esfera estadual e passará para a Justiça Federal. A determinação saiu nesta quinta-feira, após o Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Sul apreciar o pedido de habeas corpus de exceção de incompetência absoluta do foro por um dos réus. A defesa foi feita pelo advogado e deputado federal Eliseu Padilha.



"Entendemos que o julgamento não pode ser feita pela Polícia Civil, e sim pela Justiça Federal. Isso porque os recursos em discussão são oriundos da União e não do Estado. Era uma linha que ainda não havia sido levantada por ninguém”, contou a advogada Simone Camargo, que trabalha com Padilha.

Com a decisão do TJ, o processo deverá recomeçar do zero , já que a investigação e análise dos documentos apreendidos pelo Ministério Público (MP)

até aqui seriam anulados. “Com a decisão, não existe mais o processo, nem inquérito, porque o julgamento começa do zero. Isso vale para todos os acusados, não apenas para nosso cliente”, explicou Padilha.

Os recursos investigados na Operação são oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Funde) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), programas do governo federal. Conforme Padilha, a verba serve para ajudar as administrações municipais com os gastos na educação. "São recursos federais que servem de complementação para o financiamento da educação nos municípios, por isso a competência é federal. Não se trata apenas de uma questão econômic a, e sim institucional."

As provas reunidas pela Polícia Civil na Operação provavelmente serão usadas pela esfera federal. "Acredito que o material coletado neste período será remetido para análise da Justiça Federal. Mas vai depender da investigação e até se o Ministério Público Federal oferecerá denúncia", disse o deputado.

O caso

O habeas corpus foi impetrado pela defesa do empresário Paulo Noschang, sócio de uma das gráficas que prestava serviços à Planning Propaganda e Marketing (PPG) Ltda, empresa de publicidade alvo da Operação Cartola. Foi alegada incompetência da Justiça Estadual para processar e julgar o feito. No 1º Grau, o Juízo de Alvorada havia determinado a competência da Justiça estadual.

O desembargador do habeas corpus, Newton Brasil de Leão, acatou o pedido da defesa. Conforme o magistrado, a Suprema Corte tem adotado o entendimento de que a referida atribuição da União no que tange à educação é condição suficiente para caracterizar seu interesse nas ações de natureza penal concernentes a desvios do Fundef, independentemente de repasse de verba federal.

No voto, o relator citou ainda diversas decisões dos Tribunais Superiores com o mesmo entendimento. "Assim, e me alinhando a tais ponderações, voto no sentido de se conceder a ordem, declarando incompetente o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Alvorada para o julgamento do feito envolvido, devendo, os autos, ser remetidos a uma das Varas Criminais da Justiça Federal", afirmou o relator. Também participaram do julgamento os Desembargadores Gaspar Marques Batista e Rogério Gesta Leal.

Fonte: Correio do Povo

segunda-feira, 12 de março de 2012

Ministério Público RS, homenageia Eliseu Padilha

PMDB
Dep. Eliseu Padilha homenagem MP-RS
Ministério Público RS, homenageia Deputados que apoiaram Projeto de Lei.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul prestou homenagem, nesta sexta-feira, 9, aos deputados federais Eliseu Padilha e Vieira da Cunha, devido ao apoio empregado por ambos ao Projeto de Lei (PL) n.° 7412 de 2010, que trata da utilização de depósitos judiciais pelo Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Procuradorias dos Estados. O projeto, de autoria do deputado José Otávio Germano, estabelece que o MP, a Defensoria e a Procuradoria dos Estados e do Distrito Federal também poderão utilizar recursos provenientes de depósitos judiciais. Atualmente, apenas o Poder Judiciário, em alguns Estados, tem participação.

Em cerimônia realizada no Gabinete do Procurador-Geral de Justiça, os parlamentares foram agraciados com uma placa alusiva ao trabalho deles na tramitação do projeto na Câmara. O procurador-geral de Justiça, Eduardo de Lima Veiga, ressaltou a importância do empenho dos deputados: "há momentos que definem a história das instituições. Um desses momentos começou quando a ex-procuradora-geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha, vislumbrou a oportunidade de incluir o MP neste projeto. A causa era justa, mas difícil. Felizmente, tivemos êxito, graças ao trabalho dos deputados. A placa que entregamos materializa a gratidão do MP a vocês", afirmou o PGJ.

O deputado federal Vieira da Cunha agradeceu a homenagem e destacou que "os acordos institucionais, entre todos os envolvidos, foram fundamentais para que as resistências ao projeto fossem vencidas e para que todos pudessem receber parte dos recursos". Vieira também lembrou o trabalho do promotor de Justiça Criminal de Cachoeira do Sul João Ricardo Santos Tavares, enfatizando que "as articulações políticas realizadas pelo promotor e o contato com todas as bancadas fizeram com que tivéssemos êxito na Câmara". Eliseu Padilha revelou que "os adeptos à causa eram minoritários, mas com o trabalho de articulação conseguimos derrubar resistências e fazer com que as pessoas entendessem a importância desses repasses para as instituições".

O evento foi prestigiado por um grande número de membros e servidores da Instituição.

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